Renda-se, como eu me rendi

Começo este post com a poesia da Georgia Stella: 

Renda-se à minha renda…
Aos meus encantos…
A todos os meus cantos…
Prendo-te em fendas…
Rendemo-nos à paixão…

Essa paixão que é a renda… Uma tradição em diversas regiões do mundo, inclusive aqui em nosso estado.

Em alguns recantos de Florianópolis, como Ribeirão da Ilha e Lagoa da Conceição ainda são mantidas algumas das tradições herdadas dos portugueses, como renda de bilro e pão por Deus. As rendeiras movem-se entre os bilros de madeira que fazem a trama da renda. Um verdadeiro espetáculo para ficar na memória !

As rendas são usadas em roupas, toalhas e em objetos com fins decorativos.  Agora elas invadem as cidades na sua forma mais plena de arte e saem do lugar-comum através da artista polonesa NeSpoon.

Algumas das obras são pintadas diretamente sobre as superfícies, enquanto outras são feitas com argila ou bordadas e instaladas posteriormente. Todos os trabalhos são feitos à mão por ela mesma ou por artistas tradicionais com quem ela tem parceria.

Em entrevista ao site Women You Should Know, NeSpoon diz que suas obras estão entre a arte de rua, cerâmica e joalharia. “Eu uso produtos de um ofício antigo e de certo modo esquecido, a produção de rendas. Eu tento fazer arte positiva e invocar emoções positivas. Às vezes, no meu trabalho, eu comento sobre questões sociais e políticas que eu considero serem importantes”.


NeSpoon já realizou instalações em cidades da Polônia, Rússia, França, Portugal, Itália e Nova Zelândia.

As rendas da artista dão um toque de beleza e delicadeza ao caos urbano. Eu me rendi e você?
Renda-se a essa tradição eterna e moderna 😍  #rendaemmovimento #rendapelacidade #artesnarua

Beijos
Criando memória – Cleide

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