A venda da minha avó

A venda da minha avó, me lembrei dela ao me marcarem em um post sobre vendas, aqueles primórdios dos mercadinhos e futuros supermercados em que você mesmo se serve.

A venda da minha avó, era uma daquelas vendinhas que tinham um balcão grande de ponta à ponta em que você chegava com o pedido e o vendedor buscava a mercadoria, pesava em uma balança vermelha e ainda era possível “por na conta” para pagar no fim do mês. Pena não ter uma foto interna.

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fonte: facebook

Na venda brinquei de limpeza, matemática, conheci os vizinhos, comia salgadinho, mas só um, pois ela não deixava a gente comer muitos. Ainda bem!

Brinquei com o cachorro Pituca. Fui pesada na balança vermelha. Sim, me colocavam lá, pra ver meu peso! 😉

Brinquei de escolinha em um caderno de caligrafia. PS: Não deu muito certo, não sei desenhar minha letra!

Escolhi minhas havaianas, botei minha mão no saco de feijão. Descobri o que era saco de linhagem.

Procurei minha cesta de Páscoa, recheada de doces, em uma brincadeira de família.

A venda da minha avó era ponto de referência em São Francisco do Sul. Eu era conhecida como neta da Dna. Alice.

No verão, as pessoas sentavam na calçada da venda da minha avó, para curtir o movimento e papear.

Foi lá que me disseram que a venda da minha avó foi uma escola e eu ficava lá imaginando como era pequena aquela escola e como as crianças se posicionavam para aula.

A venda da minha avó tinha daquelas portas duplas, de fechar na parte de cima e embaixo. Depois ficou moderna com portas de correr.

Ah Dna. Alice, que saudade desse cantinho, que vendia de comida à papelaria, de produtos de limpeza às guloseimas. Um cantinho marcado em minha história, na da minha família, na cidade de São Francisco do Sul. Obrigada por criar essa bela e saudosa memória afetiva!

Memórias de Taibelle